4 meses depois…

Há exatos 4 meses, no dia 29 de julho, notei o sinal do meu corpo de que algo não estava bem, um gânglio inchado. Senti que tinha algo estranho e, infelizmente, estava certa. Desde então minha vida mudou.

Tanta coisa aconteceu nesses quatro meses que ainda estou longe de assimilar tudo. Muitos médicos e exames, suspeita de tuberculose, biópsias, o choque do diagnóstico, mudança de planos, as quimioterapias e seus desconfortos, as quedas de imunidade e muita incerteza… Eu, que nunca tinha tomado sequer uma sedação, me tornei veterana em várias atividades médicas.

Mas, também vi nesses meses florecer – ou aparecer – quem eu nem sabia que era. Quanto carinho pelas cicatrizes que ganhei! Elas têm tanto significado.

Ainda não acabou e eu espero sair disso melhor do que entrei. Uma coisa é fato, o linfoma me trouxe muito mais do que medo e uma doença pra tratar, me trouxe muito amor e oportunidades. Enquanto temos que conviver, sigo tentando tirar o melhor disso tudo. E depois, que eu esteja ainda mais forte, leve e livre pra voar.

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